Presidente da Federação aponta ao título
Fernando
Claro está a cumprir o terceiro mandato como presidente e não perde de
vista o objetivo de ver a Seleção Nacional voltar a conquistar o cetro
mundial, que já não ganha desde 2003, ano em que foi eleito líder
federativo...
RECORD – É presidente da Federação de
Patinagem de Portugal desde 2003, ano em que a Seleção Nacional foi
campeã pela última vez. Acha que voltaremos a ser campeões a médio
prazo?
FERNANDO CLARO – Na parte desportiva, o que
este país quer e o que esta casa quer é conquistar os cetros a nível
europeu e mundial. Todos nós fizemos o melhor possível para termos sido
campeões mundiais. Mas por razões que são do conhecimento geral, ainda
não conseguimos. Penso, no entanto, que está para breve.
R – Em que se baseia para fazer essa afirmação?
FC
– Tendo em conta os excelentes resultados que temos obtido nos escalões
de formação. Temos jogadores com muita qualidade e recordo que somos
campeões do Mundo de sub-20. Penso que a tendência de os títulos irem
para Espanha poderá ser invertida.
R – O que tem faltado à Seleção para destronar a Espanha? É mais mérito dos nosso vizinhos?
FC
– Temos de reconhecer que a Espanha é uma seleção competente, que
conseguiu reunir na última década um grupo forte, embora Portugal
tivesse mantido no mesmo período seleções muito competitivas. Em vários
momentos estivemos perto de derrotar a Espanha. Lembro-me, por exemplo,
de Oviedo em 2008 e de Paredes em 2012, bem como em outros momentos
competitivos onde a diferença de valores não foi significativa.
"Todos os dias consulto o extrato financeiro da Federação. Não pode haver falhas"
R
– O orçamento da Federação tem baixado consideravelmente nos últimos
anos. Qual é a política que tem sido seguida para manter de pé os
projetos?
FC – Efetivamente, temos sido sujeitos a
cortes orçamentais extremamente pesados face à atual conjuntura
estrutural, que nos condiciona e baliza a nossa missão de forma
significativa. No entanto, a nossa capacidade de gestão, o nosso rigor
aplicado através da velha máxima “não dar um passo maior do que a perna”
tem-nos levado a um caminho mais ou menos estável. Temos consciência
das dificuldades económicas que o país atravessa. Importa, no entanto,
dizer que temos tido a colaboração e compreensão das nossas associações e
clubes, como aliás ficou expresso na última assembleia geral realizada
há poucos dias.
R – É verdade que tem por hábito consultar o extrato financeiro da federação várias vezes ao dia?
FC
– É verdade. Tenho contas a prestar com o Estado e não pode haver
falhas quando o dinheiro não abunda. Mas se alguém for perguntar ao IDJP
quem é o Fernando Claro, toda a gente lhe pode dizer que a Federação de
Patinagem aplica bem o dinheiro que lhe é dado.
R – Quais são as ideias que tem em mente para assinalar a passagem dos 90 anos da federação?
FC
– Ainda estamos numa fase de análise de propostas. Mas toda essa
atividade está altamente condicionado pela situação económica.
Fonte: Record