quarta-feira, 2 de abril de 2014

«Teremos de sofrer durante os 50 minutos»

Pronto para as exigências na receção ao FC Porto


Carlos Silva preparado para travar ataque portista.
A visita do campeão nacional FC Porto ao pavilhão do Paço de Arcos constitui o momento mais alto da jornada n.º 23 do Campeonato Nacional da 1.ª Divisão, que hoje se completa com mais dois jogos: Física-Benfica e HA Cambra-Valongo.

A vitória sobre a Oliveirense (2-0) e a exibição no Pavilhão da Luz, frente ao Benfica na ronda anterior – derrota, por 4-3 –, deixaram na equipa da Linha um capital de confiança para o embate desta noite com a formação portista.

“As expectativas são de fazer o melhor possível. O FC Porto é o campeão nacional, lidera o campeonato e, por isso, é claramente o favorito. Ainda por cima eles vêm de uma derrota nas competições europeias e trazem mais vontade em corrigir esse mau resultado. Contudo, nós vamos tentar contrariar esse favoritismo com as nossas armas”, disse-nos o guarda-redes Carlos Silva, que recordou os últimos jogos do Paço de Arcos.

“Fizemos bons jogos com a Oliveirense e Benfica e isso dá-nos ânimo para encarar o jogo com o FC Porto com algum otimismo, mas sempre cientes que teremos de sofrer muito durante os 50 minutos”, salientou.

O jogo inicia-se às 21 horas e será dirigido pela dupla de arbitragem Paulo Romão e Luís Peixoto.

Benfica em Torres

O Benfica, também no rescaldo de uma jornada europeia negativa – derrota em Reus, por 5-2 –, procura em Torres Vedras reencontrar o caminho das vitórias, defrontando a Física.

A Física, apesar da má classificação (13.º), realizou um bom jogo na ronda anterior perdendo, em Oliveira de Azeméis, apenas por um golo (1-2), com a Oliveirense.

Já em Vale de Cambra, o Valongo procura não só manter-se na luta pelo título como voltar a sentir o prazer de uma vitória. Na verdade, a equipa nortenha foi penalizada, em casa, frente ao poderoso Barcelona, para a Liga Europeia, por 2-1.


Fonte: Record

Sénica divulga os convocados

Sénica divulga convocados para a Taça Latina'2014
 
Já são conhecidos os atletas escolhidos pelo selecionador Luís Sénica para representar Portugal na Taça Latina’2014 de hóquei em patins, prova do escalão Sub-23 que se realizará entre 17 e 19 de abril, em Viana do Castelo, no Pavilhão de Monserrate.

A Seleção Nacional Sub-23 irá realizar um estágio de preparação em Viana do Castelo, de 13 a 16 de abril, com sessões de trabalho bi-diárias e um jogo treino com aJuventude Viana, agendado para 15 de abril, pelas 20 horas.

Lista de convocados

Pedro Costa (CH Carvalhos)
Rodolfo Sobral (HC Braga)
Pedro Vaz (HC Turquel)
André Pimenta (Sporting CP)
Gustavo Lima (AJ Viana)
João Souto (AD Valongo)
Telmo Pinto (AD Valongo)
Miguel Rocha (SL Benfica)
Gonçalo Alves (UD Oliveirense)
Hélder Nunes (FC Porto)

Atletas de prevenção: José Diogo Macedo (Sporting CP), Pedro Mendes (OC Barcelos) e Rúben Sousa (CH Carvalhos)

Equipa técnica

Paulo Rodrigues (Chefe de Comitiva)
Luís Sénica (Selecionador)
Nuno Ferrão (Treinador Adjunto)
Frederico Raposo (Médico)
Daniel Cunha (Enfermeiro)
Hermínio Carrilho (Técnico de Equipamentos)

Fonte: Record

terça-feira, 1 de abril de 2014

Itália com muita juventude na convocatória


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Face ao calendário do principal campeonato italiano – com a derradeira e decisiva jornada da fase regular a coincidir praticamente com o início da Taça Latina – já se esperava que os principais sub-23 italianos fossem “poupados”.

Mas Tommaso Colamaria trará uma selecção verdadeiramente jovem, com um atleta de 17 anos, quatro de 18, dois de dezanove, dois de 20 e apenas um de 22 anos.

Os convocados são os seguintes: Simone Corona (Sarzana), Stefano Paghi e Davide Banini (Follonica), Giulio Cocco e Luca Niedu (Valdagno), Giovanni Clodelli (Trissino), Fabio Manfrin (Sandrigo), Andrea Scuccato (Bassano) e Filippo Pierotti e Giorgio Maniero (Monza)

A “squadra azzurra” tem concentração marcada para 13 de Abril em Valdagno.


Fonte: HóqueiPt

França divulga convocados para a Taça Latina


 

A França divulgou os seus convocados para a Taça Latina. Com boas prestações nos últimos campeonatos jovens, a selecção gaulesa procura em Viana do Castelo consolidar a evolução dos seus jogadores e confirmar o bom trabalho de formação que tem feito.
O seleccionador Fabien Savreux terá à sua disposição os guarda-redes Alan Audelin (SCRA St. Omer) e Xavier Tanguy (RAC St. Brieuc) e os seguintes jogadores de pista: Clément Chedmail (SPRS Ploufragan), Anthony Da Costa (CS Noisy-Le-Grand), Erwan Debrouver (RHC Lyon), Carlo Di Benedetto (La Vendenne), Rémi Herman (SA Merignac), Ronan Ricaille e Corentin Turluer (HC Quevert) e Alexandre Vankammelbecke (RAC St. Brieuc).

Para David Abreu, jogador do St. Brieuc e seleccionador de juvenis da região da Bretanha nos dois últimos inter-regiões (com um primeiro lugar no ano passado e um segundo este), a França tem uma selecção sólida. “A principal referência é o Xavier Tanguy mas o outro guarda-redes também é bom”, adianta. “Nem sei quem pode ser titular”, confessa. ”É equilibrado”, conclui.
 
Entre os jogadores de pista, destaca Rémi Herman. “É dos mais jovens mas é bom jogador”, frisa. Na convocatória constam também dois nomes do Quevert que merecem destaque. “Não são maus mas não são muito constantes”, analisa. “Mas já têm alguma experiência em relação aos outros”, adverte.

Agendados estão os encontros de preparação a 15 de Abril com o Noisy-Le-Grand e a 16 de Abril, já em Viana do Castelo, com a Juventude de Viana.

Fonte: HóqueiPt

Honrar compromissos respeitando a tradição

Depois dos anos de ouro, Federação quer relançar projetos


Pedro Alves levanta o troféu alusivo ao último título mundial em 2003.

Se em Portugal há modalidade cheia de história, de títulos mundiais e europeus, é o hóquei em patins. E boa parte da colheita foi iniciada nos finais dos anos 40, altura em que a Seleção Nacional dava cartas e onde era difícil esquecer nomes como Olivério Serpa, Jesus Correia, António Raio, Emídio Pinto e Correia dos Santos.

Além do enorme talento para o desporto, esta mão-cheia de jogadores fazia a diferença para os adversários pela facilidade com que patinavam. Era tudo muito simples e eficaz. E como a prática de outros desportos, como o futebol e o ténis, ajudavam à destreza e faziam apelo à garra e determinação, Portugal começou a construir nos anos 40 um pequeno império.

Guerra

Para esta realidade muito contribuiu um fator externo: a 2.ª Guerra Mundial (1939-1945). Portugal era um país neutral e, por essa razão, não esteve envolvido, ao contrário, por exemplo, da Inglaterra, que vencera as primeiras edições do Campeonato do Mundo.

“Só em Inglaterra havia 8 mil rinques de patinagem, que ficaram totalmente destruídos com os bombardeamentos. A patinagem era uma modalidade de eleição em Inglaterra e com a guerra deixou de haver competição. O domínio de Portugal e de Espanha começa a manifestar-se com o fim da guerra”, diz a Record Luís Gouveia, secretário técnico da Federação Portuguesa de Patinagem há duas décadas e historiador da modalidade.

Política

O primeiro dos 15 títulos mundiais de Portugal foi conquistado em Lisboa, em 1947, e logo no ano seguinte, a Seleção Nacional evidenciou toda a sua qualidade em Montreaux, bisando.

Foi nessa altura que algo mudou no hóquei em patins em Portugal. Nada que tenha a ver com as condições de jogo (os encontros eram disputados muitas vezes em rinques descobertos), mas com o reconhecimento político do antigo regime.

“Salazar foi o primeiro a compreender a grandeza do futebol e dos títulos do hóquei em patins, que tinham uma expressão popular nunca vista”, adiantou Luís Gouveia, que recordou alguns episódios interessantes: “Quando íamos competir a Espanha e França, os jogadores levavam o farnel, vinho e sandes. Depois passaram a viajar de avião e a ser recebidos pelo Chefe do Estado.”

A tradição do hóquei manteve-se. Houve fases muito boas, outras menos boas, mas a verdade é que a modalidade resiste e espreita ambiciosos desafios para dar sequência ao último título mundial em 2003.

SABIA QUE...

» Em Lourenço Marques foi construído um rinque, em 1904, no Teatro Varietá, onde Germano Magalhães se iniciou na prática da modalidade. Mais tarde viria para Portugal dinamizando o ensino;

» Em 1908 já se patinava no Colégio Militar, na Escola Académica e ainda numa garagem na Rua Alexandre Herculano;

» Os Recreios Desportivos da Amadora venceram o Clube de Desportos do Benfica, por 2-0, em 1912;

» Cosme Damião, um dos fundadores do Benfica, mandou vir de França, em 1916, um livro sobre as regras do hóquei em patins, traduzido por Guilherme Pinto Basto;

Fonte: Record

«Benfica é um clube que enche pavilhões»

Guillem Trabal, guarda-redes catalão do Benfica, está emocionado com a experiência do campeonato português e conta tudo a Record.

RECORD – Depois de muitos anos em Espanha, qual tem sido a sensação de jogar no campeonato português?

GUILLEM TRABAL – Tem sido uma experiência muito positiva. Estar numa prova competitiva é sempre muito bom, com quatro equipas em luta acesa pelo título. Em Espanha, o Barcelona ganha sempre, detendo em relação ao segundo classificado mais de 20 pontos. Depois, o Benfica é um clube que move multidões, pois sempre que a equipa tem uma deslocação os pavilhões ficam cheios. Há muitos benfiquistas espalhados por todo o país. Em Espanha, é tudo diferente. Os adeptos estão confinados aos jogos em casa e, depois, ficamos sozinhos. Aqui temos os aficionados sempre por perto.

R – Temos em Portugal um campeonato muito competitivo, mas é a Espanha que ganha tudo ao nível internacional. Porquê?

GT – Essa pergunta não sei responder. Até em Espanha se questiona como é que nos últimos anos temos sido superiores a Portugal ou, mesmo, à Argentina, países com grandes jogadores e tradição. Mas o que é certo é que tem sido a Espanha a conquistar os Mundiais e os Europeus. É certo que temos uma excelente equipa, que se conhece há muito tempo, mas a diferença não é assim tão grande. Tanto Portugal como a Argentina têm qualidade para chegar aos títulos.

R – E como tem sido a sua adaptação ao Benfica e a Lisboa?

GT – Foi melhor do que esperava. Sempre pensei que poderia ser difícil ingressar num clube de uma grande cidade. Mas a qualidade humana das pessoas que estão no Benfica fazem com que eu me sinta parte desta casa. É como uma família de acolhimento. Vim com a minha namorada e também ela está a gostar.

R – Tem vivido quase toda a vida na Catalunha. Quais têm sido as sensações de viver em Portugal?

GT – Também me sinto muito bem, porque é uma nação parecida com a minha. A língua é similar e posso ler os jornais com facilidade, pois compreendo o português. Não há grandes diferenças culturais. E até o clima é similar. Todos estes fatores facilitaram a minha integração.

R – Em Espanha, pela seleção e pelo Reus, ganhou quase tudo.Os objetivos continuam elevados?

GT – OBenfica quando entra em campo é sempre para ganhar. Por isso, queremos conquistar a Supertaça, a Taça de Portugal, o campeonato e a Liga Europeia. Quem joga aqui é para ganhar tudo. É um clube que tem condições e aposta em equipas ganhadoras. Não devem existir muitos mais clubes que apoiem tanto dos seus atletas. Talvez o Barcelona se possa equiparar. Os jogadores têm todas as condições, sendo-lhes disponibilizadas boas equipas médicas, nutricionista, psicólogo, preparador físico e técnicos. São fatores que podem marcar a diferença.

R – Sendo sensível ao ambiente onde vive, como vai ser o reencontro com o Reus no acesso à Final 4 da Liga Europeia este fim de semana?

GT – Vai ser algo muito emocionante, pois o Reus foi durante muito tempo como a minha segunda casa. Vou aproveitar para desfrutar da ocasião, reencontrando pessoas que me foram muito queridas, como uma outra família onde me senti igualmente bem.

A competitividade é boa, com quatro equipas em luta pelo título. Em Espanha, ganha sempre o Barcelona

Guillem Trabal

R – Gostaria de jogar a Final 4 da Liga Europeia na Luz?

GT – Qualquer equipa prefere jogar em casa, pois é mais um ponto a favor. OPavilhão da Luz será o palco ideal para vencer a Final 4. Mas até lá, ainda teremos de ultrapassar o Reus. Não vai ser fácil.

R – Como chegou à prática do hóquei em patins?

GT – Na localidade em que nasci, Les Masies de Voltregá, respira-se o hóquei em patins. É como se passasse a viver numa aldeia dedicada à modalidade. Com toda a naturalidade, as crianças praticam o hóquei, desde tenra idade. Nem eu escapei. Influenciado pelo meu pai, comecei a patinar desde os meus três anos. E fui ficando.

R – É adepto de outros desportos e de outros clubes?

GT – Sim, claro. Gosto de todas as modalidades coletivas, como futebol, basquetebol, andebol e voleibol. Mas também de desportos de motor, o ténis e o padel. Sou adepto do Barcelona, mas sem ser fanático.

R – É um adepto do Barcelona e da Catalunha? Gostaria que fosse independente da Espanha?

GT – Tenho um sentimento muito forte para com a Catalunha e o seu povo, pelo que gostaria que se tornasse um país independente de Espanha. Mas, com todo o respeito pela Espanha. É um processo complicado, mas inevitável.

Fonte: Record